Wrangler, o jipe agressivo que oferece mais conforto para toda a família

O bom desempenho de um jipe Wrangler na edição 2008 do “Raid da Meia Noite”, realizada há poucos dias no litoral a norte de Natal, a capital do Rio Grande do Norte, levou muitos jipeiros potiguares a rever o veículo, que para muitos havia sumido de vista e sido substituído como sonho de consumo pelo Troller, fabricado em Novo Horizonte, no Ceará, e a especular sobre a opção de quatro portas que, segundo lhes consta, está prestes a ser importada pelo Brasil.

            Este interesse levou Notícias de Jipeiros a pesquisar a respeito do lançamento, que deverá chegar ao país com motor 2.8 CRD e caixa de câmbio automática. A melhor apresentação encontrada é um texto que o jornalista Jorge Flores veiculou na edição de junho último da revista “Automotor” de Portugal.

            O texto do periodista segue na íntegra:

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Quando surgiu a nova geração do Jeep Wrangler, no final de 2007, muitos sonharam em comprar este TT “puro e duro”, mas viram as suas pretensões esbarrar no fato de esta apenas ser proposta entre nós na versão de duas portas e dois lugares (a penalização fiscal imposta à de cinco lugares tornaria o seu preço incomportável).

Um handicap incontornável para quem tinha mais do que duas pessoas no agregado familiar. Mas tudo isso é passado. Com a homologação da versão de quatro portas como pick-up (pequena “manigância” permitida pela fiscalidade), o Wrangler ganha um mais elevado estatuto. E, com ele, muitos dos seus fãs ganham novo alento e um argumento de peso para não terem de ceder a um SUV que preencha os requisitos familiares. E os que necessitarem de justificar melhor a sua opção poderão até alegar que se trata do único descapotável com quatro portas do segmento (aqui analisado com o opcional hard-top) do mercado.

Aqui, é já possível albergar cinco passageiros sem dificuldades. “Crescimento” que não obrigou a concessões na capacidade da mala: 498 litros.

De resto, trata-se de uma “espécie” muito apreciada esteticamente. Nota-se pelos olhares dos transeuntes. Nesta variante “alongada” foram conservados os vistosos faróis redondos, a grelha de sete ranhuras e as dobradiças forjadas do capot exibidas com orgulho. As portas traseiras também expõem, sem pudor, as dobradiças, ficando particularmente bem as jantes de 17” e as assinaturas específicas que denunciam esta versão Sahara.

FORÇA DA NATUREZA

            Todos os restantes obstáculos serão mais fáceis de superar. A esse nível, o Wrangler está mais do que preparado. Com 523 mm suplementares de distância entre os eixos, esta variante de quatro portas mostra competências para lidar com “naturezas adversas”, superando todo o tipo de pisos, sendo para tal auxiliada pela caixa de transferências Command-Trac e Rock-Trac, de segunda geração. Outro dos trunfos para situações mais escorregadias é a barra estabilizadora frontal activa com desconexão eléctrica, bem como uma articulação adicional das rodas.

Toda a estrutura foi reforçada, o que poderá significar algumas “agressões físicas” aos ocupantes em pisos mais demolidores. Para as minimizar, os amortecedores foram preparados para absorver os movimentos mais agressivos – trabalho mecânico que se comprova fora de estrada. A versão Sahara que a “AutoMotor” testou teve ainda direito a melhorias nos eixos dianteiro e traseiros para ajudar a lidar com o “alongamento” da carroçaria.

O motor turbodiesel 2.8 CRD de 177 cv revela-se sempre ágil e disponível nos vários regimes de circulação, tendo o contributo de uma caixa automática de cinco relações. O que lhe possibilita um binário de 460 Nm superior ao da versão de caixa manual (410 Nm), facto que lhe proporciona ainda mais capacidades fora de estrada.

INTERIOR DE SUV

O Wrangler goza de grande popularidade entre dos “TT”. Mas não se pense que tal desígnio o levou a deixar para segundo plano algumas mordomias que podem fazer a diferença. Sobretudo no caso daqueles que, no momento da compra, ainda olham para a lista de equipamento de um SUV convencional.

Aqui também não se dispensam predicados de conforto e segurança: desde o ar condicionado ao volante em pele, passando por direcção assistida, cruise- -control, rádio com leitor de CD e mp3, airbags frontais de duplo estágio, ABS, sistema de assistência às travagens de emergênca, ESP, sistema anticapotamento, controlo de tracção e faróis de nevoeiro, entre outros.

Para esta nova (e mais certeira) abordagem comercial, o Jeep Wrangler 4P apostou em números redondos: começa nos 36 000 euros, mas sobe para os 37 000 na variante testada nestas páginas graças à caixa automática de nova geração. Terá ainda a acrescer cerca de 1500 euros de opcionais, entre os quais se destacam a pintura metalizada (verde tropa) e o “hard-top”.

FICHA TÉCNICA

JEEP WRANGLER 2.8 CRD 4P

Motor 4 cil. linha Diesel, longit., diant. 

Cilindrada (cc) 2777

Potência máxima (cv/rpm) 177/3800

Binário máximo (Nm/rpm) 460/2000-2600

Velocidade máxima (km/h) 172

0-100 km/h (s) 13,5

Consumos (l/100 km)

Extra-urbano/combinado/urbano  8,4/9,9/12,6 

Emissões de CO2 (g/km) 263

Preço* (euros) 37 000 

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