Meu 1o. Defender!


Meus caros,
Um texto síntese do Clemente Cauer, assumidade em se tratando de LR, sobre as nossas “belezuras”.
O mesmo foi apresentado na lista LROA como ideia para o tópico: Meu 1o. Defender!
Espero que gostem e desfrutem da boa escrita, sem firulas, termos técnicos sofisticados etc.

Se tratando dos TDI (modelos 89-2005), quanto mais nova melhor…

*Parte elétrica:*
Dos anos 90 até hoje, a maioria dos chicotes passou a ter conectores blindados, diminuindo em muito problemas por corrosão. A mudança drástica foi de 98 para 99, onde a maior parte dos chicotes que habitavam os arredores do motor, passaram a ficar protegidos debaixo do banco do passageiro, especialmente o sensível relê com temporizador das velas de préaquecimento. Porém em 2003 foram feitos outras melhorias, como os sensores de engate das caixas, que também passaram a ter conectores blindados evitando eventuais falhas na acusação do engate do bloqueio central.
O motor do limpador de pára-brisa dianteiro teve sua potência elevada a partir de 2002, ajudando em muito a visibilidade em tempestades na velocidade 2.

*Carroceria*
Em 2002, todos os Defenders ganharam porta traseira em aço, eliminando as trincas geradas pelo estepe sobre a antiga porta em AL com estrutura de aço, que terminava por oxidar pela ligação metálica AL – FE. De todo modo, as trincas passaram então acontecer no suporte do estepe (tentaram vai…rsrs). Ainda assim a nova porta possui alça interna que não se amassa com o apoio dos passageiros e seu acabamento interno em plástico ABS moldado é muito superior ao antigo. No interior da nova porta, encontra-se também a predisposição elétrica para instalação da terceira luz de freio.
O teto dos Defender de 2002 em diante ganhou ranhuras longitudinais diminuindo ruído e garantindo melhor resistência e desaparecimento do efeito sonoro de “saco de papel inflando” quando tomava-se um golpe de vento com todas as janelas abertas, algo que era bem raro.. mas ficou melhor e foi resolvido.
O forro dos modelos mais recentes não se desprende mais.
Em 2002 os Defender 90, tiveram a parede de separação de carga (herança do 90pickup)/reforço estrutural removida em favor um sistema tubular, garantindo maior espaço para as pernas dos passageiros traseiros, além de melhor rebatimento dos bancos dianteiros e consequentemente maior espaço para motoristas com mais 1.80m de altura. Por não ter ± 1,5 m2 a mais de chapa reverberando dentro do carro, o ruído diminui.

*Painel *
De 2002 em diante foi substituído por modelo com botoneira central, melhorando o acesso, principalmente ao alerta em caso de paradas abruptas do trânsito. Seu chicote foi otimizado, diminuindo a quantidade de cabos além de facilitar a instalação de um rádio junto ao cluster central.
Aparentemente os modelos de 2003 em diante, não tem mais o conector azul que costuma dar zinabre por fim termina por apagar os faróis (a confirmar).
De 98 para 99 o velocímetro passou a ser digital, eliminando problemas com o cabo mecânico. As luzes de alerta passaram a ser muito mais visíveis e por LED.

*Tanque*
De 98 para 99, o Defender 90 teve o tanque expandido de 45 para 60 litros, um enorme ganho em autonomia. Em razão da sua mudança de local, antigamente
debaixo do banco do passageiro e agora atrás do eixo traseiro, ganhou-se um excelente espaço para estoque de utensílios, compressor, etc, etc.. Com a mudança de local ganhou-se sensível melhor no comportamento dinâmico do carro, melhor distribuição do peso.

*Motor*
A unidade nacional, (99-2005) tem tolerâncias menores, vide comparação das medições de tolerância das peças entre o manual de oficinal LR e International. Os motores fabricados de 2000 em diante poluem menos Euro 2 vs Euro 1. Os nacionais possuem virabrequim forjado por eletroindução e bielas fraturadas. Estas mudanças evitam eventual troca do virabrequim por quebra, o Ronald tem alguns casos deste raro tipo de falha em seu rol. O torque máximo nos motores brazucas é alcançado antes, em razão de turbina com eixo de menor peso. Os motores nacionais produzem mais HPs. Os bicos injetores mais recentes possuem mais furos, consequentemente uma queima mais limpa.

*Câmbio*
Os modelos mais recentes de 99 (surgimento do TD5 na europa) em diante ganharam sufixo L após o número serial da caixa, denotando a presença de rolamentos maiores e mais fortes. Vale apenas nos carros equipados com a caixa R380, ou seja do 300TDI até o TD5.

*Cardans*
Em 2002 ganharam cardans com cruzetas mais fortes (big UJ), similares aos presentes nos 110 e 130.

*Diferencial*
Por volta de 2002-2003 os 110 e 130 ganharam o diferencial traseiro “Wolf”, nome de batismo da unidade para forças armadas da rainha. De equivalente resistência ao anterior Salisbury, tem tamanho reduzido, melhorando a aptidão em off-road em razão do maior vão livre do solo. A manutenção do novo diferencial foi enormemente simplificada, aposentando as difíceis técnicas de expansão da caixa bem como as ferramentas especiais comuns do Salibury para remoção do diferencial. Além de tudo, foi aposentado o crítico retentor, que aborrecia alguns proprietários de Salisbury em uso severo no barro e areia. O peso do novo eixo é menor. Também não oferece mais risco de espanar a rosca do bujão de enchimento e nível junto a tampa de lata. A diferença de peso entre ambos, garante maior controle em estradas com costelas de vaca; menor quantidade de massa não suspensa. O modelo moderno, por não possuir tampa traseira em lata, mas sim um forte capacete metálico, não corre risco de deformação em manobras de ré. A quantidade de óleo passou a ser menor. Suas medidas passaram a ser métricas, ao invés de imperiais.

*Munhões*
A partir de 98-99, passaram a vir com graxa perene, ao invés de óleo 90, resolvendo de vez o vazamento de óleo junto as rodas pelos munhões.

*Suspensão*
Em 2002, todos os modelos ganharam buchas e parafusos mais resistentes na barra Panhard. Os parafusos foram de M14 para M16 e o torque e pontos de
fixação passaram a ser mais fortes. A barra Panhard em sí passou a ser forjada.

*Vedação*
A carroceria dos modelos fabricados de 2003-2004 até 2005, raramente é invadida por água, um dos vários efeitos do último estágio do controle de
qualidade do chefe de fábrica Ricardo Carreira, representado por um selo específico junto a coluna direita do pára-brisas.

*Impostos*
Os modelos nacionais pagam menos IPVA em relação aos importados. Os últimos 110 2005 que foram vendidos com tela de separação de carga, pagam a metade
do IPVA dos demais, apenas 2%. Por ex.: meu 90 2000, pagava R$1990 de IPVA. Meu 110 2005 paga apenas R$1050

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